domingo, 19 de dezembro de 2010

Sempre atrasada

Sinto que estou sempre atrasada em que olho para o meu relógio de pulso e só o vejo a andar para traz segundo a segundo sempre, sem nunca parar. Em que tento subir uma montanha dando um passo para a frente e vejo-me a andar para trás dois/três passos. Encurralada por um labirinto, que sem qualquer hipótese por que sei que nunca irei encontrar a saída desse labirinto inacabado. Em uma televisão que muito que me esforce nunca irei encontrar a câmara muito menos o tal comando que me transmite para lá e que me faz falar, sempre sem parar. Em um jogo que por muito mais que eu mecha no tal “rato” nunca irei encontrar o tal “Play” que me faz correr, ganhar ou mesmo perder. Farta de todas as pessoas que me fizeram sofrer, ou mesmo perder que mais eu amava. Farta desse tal ecrã que me faz ver um mundo virtual totalmente diferente do mundo real em que eu vivo. Farta de gastar o meu sorriso quando na realidade apetece-me gritar, chorar, ou mesmo com que não sabe o significado que uma simples palavra como essa “amar”. Farta de gastar várias lágrimas gordas que a mim me pertence com quem merece uma simples palavra vinda da minha boca “odeio-te”. Sem qualquer sentido, confusa e indecisa assim passo vinte e quatro horas da minha vida.

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